
Olá,
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É uma alegria ter você aqui.
Me chamo Laís Queiroz, sou de Goiânia e carrego comigo uma paixão intensa por livros, cinema e pela cultura em todas as suas formas.
Acredito no poder da comunicação e no jornalismo como ferramenta de transformação social. Sou uma pessoa curiosa, sensível ao que acontece ao meu redor e convicta de que é possível fazer a diferença por meio da escuta, da palavra e da construção de narrativas que importam.
Sobre o Projeto
Silêncio dos Girassois: histórias que os números não contam sobre a surdez é um site que nasce como fruto de um produto jornalístico desenvolvido como requisito final para a obtenção do título de bacharel em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).
Esta longa reportagem tem como objetivo abordar a educação a partir do olhar voltado às especificidades da comunidade surda, ampliando o foco para suas famílias e para outras vozes que pensam a infância, os processos educativos e as diversas possibilidades de ensino.
Eu não sou surda, mas tenho deficiência visual. E, por alguns meses antes de iniciar o projeto teórico, me perguntei se era meu lugar ocupar esse espaço. Cheguei à conclusão de que a ideia de “não ter lugar de fala” é, muitas vezes, mal compreendida. Todos temos lugar de fala, o que muda são os nossos pontos de partida, nossos recortes e vivências. Esse conceito não se trata de silenciamento, mas de escuta atenta e de reconhecimento: há experiências que só quem vive pode relatar com profundidade, mas isso não exclui a responsabilidade coletiva de promover visibilidade e respeito.
No jornalismo, essa escuta ativa é fundamental. Afinal, a base da nossa prática é o interesse público, e, sobretudo, o interesse do público. Falar sobre minorias, sobre grupos historicamente invisibilizados e sobre diferentes contextos sociais não é um favor: é um dever ético e profissional. Trazer à tona as vozes da comunidade surda vai além da representatividade, é garantir o direito à informação acessível, ao respeito pelas línguas e culturas, e à construção de uma sociedade mais justa e plural.
Ao produzir reportagens, entrevistas e narrativas que envolvem a comunidade surda, é essencial que o jornalismo esteja atento aos sujeitos dessas histórias, promovendo espaços em que eles possam falar por si, e onde nós, comunicadores, sejamos pontes e não barreiras.
Cada voz importa. E, mais do que isso: cada escuta importa

Ficha Técnica
Título do trabalho: Silêncio dos Girassois: Longform sobre histórias que “falam” para além da surdez
Autora: Laís Queiroz
Curso: Jornalismo — Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás)
Orientação: Profa. m° Maria Carolina Giliolli Goos
Ano de conclusão: 2025
Intérprete de Libras: Ludmila Martins Coelho
Edição de vídeo: Lais Queiroz e Daniel Bernardoni

